3.4.11


a tarde contorna o tempo e acresce em mim o momento, sem bem saber até onde qualquer prolongamento me pode levar. quanto pode caber numa tarde até o sol se recolher? deves estar aí, não muito longe, a viver tal como eu o arrastar da tarde. tenho para te dar a minha constância e o meu pensamento. e todo o tempo que o tempo contiver e mais ainda o que roubarmos às estrelas e aos luares sempre renovados que produzem a voz. estou bem. há uma brancura qualquer escondida na luz que as nuvens coam que me faz sentir fresca e renovada. se não existisses perdia-se a novidade das coisas, porque não seriam pronunciadas. e tudo seria igual. vês? há uma nota diferente no teu olhar. adivinho-te daqui. e é esse olhar que deves preencher quando pensares em mim. não há luz melhor do que o afecto quando se diz, ou quando se vê.




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