29.6.11

dia 2 após o vendaval

noite magoada
vendaval apaziguador
e uma lua incoerente

tenho tanta pena...
de apenas a indiferença nos conduzir
na via láctea de sempre

vamos assim para o sempre
fundos na memória e intocados
vamos assim para todo o sempre
indiferentes, contra a alterosa corrente

quebrados os laços
em estilhaçados momentos

tenho tanta pena
das nuvens navegadas
e das névoas indolentes

as rimas inúteis
sem olhos que as sentem

vamos assim, intocados,
sem as mãos unidas como era dantes
o nosso uso

e agora que estou só com a lua e as estrelas
e as nuvens em novelos de pálida luz
que devo fazer à noite e à madrugada

e ao sol se a seiva se produz?
de tudo, não resta nada

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