1.7.11

dia 3 após o vendaval


superior a mim, a eternidade das coisas. tão altas que as nuvens andam e tão magníficas se apresentam na moldura da minha janela... paixões que vão e vêm, lugares que parecem permanentes e depois de um momento para o outro já não o são... a vacuidade das pessoas, a fragilidade dos sentimentos. tudo é tão efémero... abraço o meu trabalho. enquadro-me no dia e nas obrigações. haverá algo superior e muito forte na direcção das minhas mãos e no rumo que dou às palavras. mas eu não sei o que é. as circunstâncias cruzam as pessoas e os destinos. ou não. e eu reúno o que me resta e parece-me tanto! sei que a minha marca está presente nas coisas que faço. o que deixarei é este cansaço que não me venceu nem vencerá. esta independência que me tem conseguido salvar de mim mesma e das ondulações do destino. um dia tudo parece certo e seguro. no outro o vento mudou. as pessoas mudam. mudam-se. e eu fico, mesmo quando parece que vou. mesmo quando parece que não mudo. vou-me adaptando e sobrevivo.


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