2.7.11

sem mais história do que esta

não sei se te percebo quando me despedes de ti
com frieza e súbita queda

nao sei se te percebo quando depois me evocas
como ao luar de dezembro na neve da montanha

não sei se te compreendo quando me segues
e baixas o olhar sobre as sombras do acaso

não sei o que queres de mim se a tua fagia
é de palavras

não sei porque persisto em saber o que sentes
como uma mãe atenta atento-te

quero assegurar-me que consegues o que pretendes
e que sem mim a tua vida flui harmoniosa

só essa certeza me basta, para mergulhar
na tranquila assunção dos meus dias como são

sem mais história do que esta

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