1.6.11

porque...

porque às vezes também é preciso dizer-te que és muito mais que tudo para mim, mesmo que me deixe embrumar de incertezas e me desvie da rota dos teus olhos. há um mistério nisto de te ter guardado numa caixa e de abrir a caixa e fechar como quem contempla tesouros e os volta a guardar. deve haver formas melhores de construir as escadas que subimos até ao nosso bocadinho de céu, mas a verdade é que descê-las é mais fácil do que subi-las. eu sei. já me disseste a mesma coisa tantas vezes que já quase nada dizes. observas a escuridão que me adorna a face nestes tempos. falta-me a distensão do rosto, ou melhor, a iluminação interior que se focaliza no sorriso, na bem-aventurança de ser o que sou, de ter o que tenho.   porque às vezes também é preciso despir a pele que se usa e virar tudo do avesso. quem somos não vem ao texto, nem à circunstância porque sabemos ser intimamente gente e estar assim incondicionalmente próximos quando a distância mais se aguça,  eu amo-te e quero de ti a mesma doçura e o tremor na voz. talvez seja por isso, sim, a vontade de ser mais feliz.

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