2.6.11

(re)encantar

talvez seja difícil manter o discurso amoroso infinitamente. gostava de saber inventar uma passagem breve do sonho pela terra onde a nossa vida não nos levou. penso em cidades e lugares e fico com a sensação de que já te falei de todos os meus locais de culto (e são tão poucos...). os lugares só nos continuam a habitar se a eles aliarmos um cenário de amor. ou será que nós é que aliamos cenários de amor a todos os sítios que visitamos? hoje gostava de te conduzir pela mão dentro do meu mundo: todos os espaços me falam de ti, presença física, de ti que acompanhaste o meu olhar nas coisas todas que vi. mesmo antes de saber a profundidade e o  timbre desse teu olhar, tu já me acompanhavas, vago de voz e de razão. agora tens uma forma, felina e fugaz. adoro-te assim. confluis comigo na deambulação intra-muros. dentro de nós. e depois, quando todos os outros lugares nos abandonarem,  teremos sempre Sienna para (re)visitar. Sienna, é verdade. tu sabes como me sabes bem (re)encantar.

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