por vezes a poesia não vem vestida de cetim, nem de coisa nenhuma. por vezes nem sequer vem. mas eu assinalo-me na noite com a mesma constância dos intervalos da chuva. é preciso dizer alguma coisa antes de a noite negra nos engolir. deixar uma marca, um sinal. passei, sou, existi neste dia de um ano da graça qualquer, mais um que risco devagar, com a sensação de ter avançado mais neste estado de graça de te ter. e esta noite há tanto silêncio, tanta reticência, mas também uma sensação tão boa, tão quente de conforto interior... pode não haver poesia nas palavras, mas há nos sentimentos e nas obras. um sinal meu de dentro da noite escura para iluminar os teus sonhos.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Fúria dos deuses
Não digas nada. Escuta como é feroz este som da tempestade. Não perturbes o vendaval com o teu medo. Deixa-o largar a sua fúria até morrer. ...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Comecei a desaparecer suavemente, com a mesma anónima entrada que fiz no mundo Vi com estes olhos a ruína do mundo, o mover de lodos e areia...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio