12.7.11

por vezes a poesia não vem vestida de cetim, nem de coisa nenhuma. por vezes nem sequer vem. mas eu assinalo-me na noite com a mesma constância dos intervalos da chuva. é preciso dizer alguma coisa antes de a noite negra nos engolir. deixar uma marca, um sinal. passei, sou, existi neste dia de um ano da graça qualquer, mais um que risco devagar, com a sensação de ter avançado mais neste estado de graça de te ter. e esta noite há tanto silêncio, tanta reticência, mas também uma sensação tão boa, tão quente de conforto interior... pode não haver poesia nas palavras, mas há nos sentimentos e nas obras. um sinal meu de dentro da noite escura para iluminar os teus sonhos.

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