17.8.18
Aquilo que dá o verão
É verão e as noites apetecem
No seu suave mistério
De infinitos sons e sensações
A fruta, o sumo, a sede
Um som de luar nos olhos
Toda a gente sabe
Nas noites de cal a vida cede
Porque há sonhos prateados
Onde cantam grilos e cigarras
Criaturas breves e eternas
Quando a pedra fresca os recebe
Não podiam faltar no meu poema
Os sonhos das noites da terra
Nem a borboleta que hoje vi num jardim
Porque o verão é o que se ouve e o que se vê
É a frescura no corpo à noite
E o que se sente na manhã,
Quando tudo ainda pode ser
Não importa o sono que nos prende
Ou se o sol nos fere e seca a pele
Não importa o desfecho da noite
Quase sempre em sono e solidão
Porque sabemos que o tempo está connosco
E que a pele recebe o seu sustento
Sacia a sede e a memória
Naquilo que dá o verão
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