8.8.18
Entre a torre e a maré
Pela manhã, o rio e as flores
Tão cedo, o riso e as rosas
O sol passeia ao nosso lado
Tocam
levemente
As mãos num murmúrio d'águas
E a brisa das fontes
Conta a partida das naus
Que dali se deram às vagas
As naus, em busca do que buscamos
As mãos em busca de buscar
Num mesmo arrojo acima da ilusão
Nas areias, a torre resiste
Tantas marés e a torre assiste
Ao tempo que o vento lavrou
Estamos entre a torre e a maré
Os olhos no horizonte que se alcança
Navegamos na manhã um mar de gente
Mas estamos sós, fímbrios e silentes
Desconhecidos de todos
Anónimos, indigentes do amor
Deixamos partir as naus e vamos
Para onde o amor (connosco) for
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