9.9.18
Longe dos teus olhos
Longe dos teus olhos,
Não brilham melodias
Não há horas nos segundos
Nem ar que encha o vento
Ou nuvem onde caiba a fantasia
A paisagem não tem palavras
Longe de ti, toda a vida
Está calada, é uma dor vazia
Longe dos teus olhos
E a cor estival que me veste...
E a pele que não respira
Esse Sol que já me deste
Noutra vida, noutro dia
Longe de ti a casa definha
Nas suas fundações de areia
E esta cal que se amotina
É o tempo que se esquece
Do que foi noutro tempo,
Noutro dia
Na palma da mão esta ternura
uma zona de erosão
Que já foi alta e definida
Longe de mim
Acendo os dias para te ter
Como nunca foste
Alto e delfim, com uma flor
Na voz que me dizias
Foste tu
A pedra que recusei
Talvez noutra vida,
Noutro dia,
Mas o pilar que a casa tem
É essa pedra fundamental
Que ergueu o amor
Esse olhar que agora sei
Não o quero olvidar
Noutra vida ou noutro dia
Virás assim aos meus sentidos
E é neles que te espero
Alto de novo
E definido
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Persianas
Hoje fechei todas as persianas da casa, para encerrar cá dentro a minha solidão. Não me incomoda o calor intenso, incomodam-me outras coisa...
Mensagens populares neste blogue
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Quando meto a marcha à ré, nunca sei se devo olhar para trás se para a frente. A medição das distâncias, muitas vezes, não depende dos olhos...
-
Nos teus olhos o brilho que nunca vi nos meus. Imagino que foi tudo um sonho longo que só sonhei eu E lanço-te ao rio numa folha forte na j...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio