30.10.18
Todas as rosas e lírios
E outros seres assim etéreos
Caem no poema de hoje
Como a tinta do tinteiro
É o sangue das flores
E de todos os mistérios
Quando o verbo eras tu
E eu te buscava inteiro
Em todos os poetas
Em todas as palavras
E em todas eras tu
Era o murmúrio das flores
Para te embalar no meu peito
Quando a chuva estava dentro
Plantei oceanos nos olhos
E lâminas nos meus dedos
E era assim toda a manhã
E a tarde novamente
Sempre a tua breve ausência
Sempre espinhos no presente
Prisioneiros nessa bruma
Fomos sombras e não seres
Mais do que a vida e o viver
Houve a essência do amor
Os poetas morrem cedo
Com um murmúrio de flores
Os amantes nunca morrem
Mesmo nas mais negras noites
E nos mais sombrios momentos
Para te embalar entre as rosas
Não sei se sabes ou sentes
Os amores duram para sempre
Mas os poetas... já não!
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Persianas
Hoje fechei todas as persianas da casa, para encerrar cá dentro a minha solidão. Não me incomoda o calor intenso, incomodam-me outras coisa...
Mensagens populares neste blogue
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Quando meto a marcha à ré, nunca sei se devo olhar para trás se para a frente. A medição das distâncias, muitas vezes, não depende dos olhos...
-
Nos teus olhos o brilho que nunca vi nos meus. Imagino que foi tudo um sonho longo que só sonhei eu E lanço-te ao rio numa folha forte na j...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio