No momento em que folheava sentidos
e direções para a vida,
Pousa na minha janela um passarinho
Ficou de perfil para o crepúsculo,
Um pássaro castanho, banal
No magnífico enquadramento rosa azul
Do fim de tarde
Rapidamente voou, ciente da sua direção
Enquanto eu, que sou racional,
Busco razões para a existência
Que sentido tem a vida para o pássaro da janela?
Coisas simples como um momento de repouso
que antecede o voo álacre do recolhimento.
Os pássaros são livres de não dar sentido ao que fazem. Apenas existem ao mover das asas e
tudo é fruto de um instinto vital
Aprendemos muito com os pássaros mais banais
A ave foi talvez a resposta do criador
O homem perdeu a alegria instintiva dos pássaros e ganhou amarras à razão
Pensar é, talvez, calcular os saltos e mesmo assim cair. Pior. É como ir ao baile, e não dançar ou ter um barco e não partir
24.6.19
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