5.7.19

Breve


A noite entrega-se delicadamente
Abre em concha e demora
a fechar o coração

Fica perto um pulsar de veias
E uns acordes de luz
Plantados no peito

E é então que tu me vens aos lábios
Sede do toque na seda da pele
Secura dos olhos por falta dos teus

Lanternas que me queimam
Plátanos frescos e leitos de rios crescentes
Fecho os olhos e sou eu

Digo - estou além da escuridão

Porque é doce a curva do teu peito
Suave a pele que habitas dentro

E eu sinto-te delicada, ternamente perto
E é contigo ao lado que me deito


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