A noite entrega-se delicadamente
Abre em concha e demora
a fechar o coração
Fica perto um pulsar de veias
E uns acordes de luz
Plantados no peito
E é então que tu me vens aos lábios
Sede do toque na seda da pele
Secura dos olhos por falta dos teus
Lanternas que me queimam
Plátanos frescos e leitos de rios crescentes
Fecho os olhos e sou eu
Digo - estou além da escuridão
Porque é doce a curva do teu peito
Suave a pele que habitas dentro
Suave a pele que habitas dentro
E eu sinto-te delicada, ternamente perto
E é contigo ao lado que me deito
E é contigo ao lado que me deito
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