Tanto o mar, tanto o deserto
Acho-me em ti a toda a hora
Tanto o vento vem secreto
Como navio encalhado na barra,
Fico a contemplar a praia
Onde rolam pedras e palavras
Avista-se a embarcação segura
Já sobre a água e
Vejo-me salvadora e salvada
Refugiada que sou
De uma pátria de flores mortas
E jardins inacabados,
Entrego-me ao mar, expatriada,
Com a nacionalidade única
do amor
que me tens dado
E assim me encontrarei
Talvez perdida
Talvez perdida
Sem a embarcação ter chegado
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