Há mulheres que se afastam na rua para deixar passar os outros. Sorriem e deixam brilhar quem faz por isso, porque a sua ciência é interior.
Guardam-se para quem souber ver. Mas não são observadas. Observam. Algumas mulheres falam com os olhos. Podem ser evitadas no supermercado.
Guardam-se para quem souber ver. Mas não são observadas. Observam. Algumas mulheres falam com os olhos. Podem ser evitadas no supermercado.
São flores discretas com um odor discreto e uma cor discreta. Não sabem quem são, nem quando são o quê para quem. Mas sabem ver quem passa de braço dado com a mesma dúvida.
Quando amam cortam o coração e o caule para respirar o amor. Amam com a claridade do sol que as sustenta. Tudo por dentro, como a seiva das árvores que labora no escuro.
As mulheres discretas produzem oxigénio avulso e deixam os outros ser felizes. Se o amor as esquece, determinam-se a afundá-lo no lugar mais fundo da raiz
Se há troca o amor vive e respira e bebe o veneno das rosas e sangra nos picos das rosas. Sozinha, a flor renuncia. Afasta o alimento perverso da dor.
Estas mulheres, que cedem o lugar no autocarro, cedem o lugar na vida e no amor, sabem que o importante é haver luz universal.
E na verdade, obstinam-se em passar ao lado, porque nada pode interferir com a sua simples poesia interior.
Se há troca o amor vive e respira e bebe o veneno das rosas e sangra nos picos das rosas. Sozinha, a flor renuncia. Afasta o alimento perverso da dor.
Estas mulheres, que cedem o lugar no autocarro, cedem o lugar na vida e no amor, sabem que o importante é haver luz universal.
E na verdade, obstinam-se em passar ao lado, porque nada pode interferir com a sua simples poesia interior.
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