Os cigarros dos outros, as batatas fritas, os livros que não chego a abrir.
Há muita gente feliz, famílias que se juntam e falam, gritam e riem, falam e gargalham, antes e depois de se juntarem. E também durante.
Cansam-me os sorrisos, as cadeiras de piscina e as vésperas de qualquer coisa.
Também a tua sombra me cansa, por ser sombra e não presença. A poesia
serve para colar bocados de cimento com a cola dos beijos fugazes. Tudo tão frágil.
Cansam-me as moscas e os plásticos que assombram o espaço. Canso-me do café forte desta terra. E de estares longe.
Gostava que me começasses a moldar, em barro, como um cântaro de água fresca.
Podes cozer o perfil de tédio, talvez para a eterna idade O barro é fresco e a água nunca cansa...
Podes cozer o perfil de tédio, talvez para a eterna idade O barro é fresco e a água nunca cansa...
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