Quero ser árvore a cair para o rio
Um freixo, um chorão, qualquer que seja
Sempre a beber na fonte imensa
Um espelho de água e de inocência.
Quero olhar por muito tempo o rosto
De Narciso inclinado para o abismo
Quero ser o rosto e ser Narciso
Sem deixar de ser o precipício.
E os belos olhos do amor
Neve e carvão dos mais puros
Nessa água se apagarão
E então estaremos juntos
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Natércia
Se Natércia eu fora e tu poeta que és me desejasses, virias com olhos febris, espada e a pena aparelhadas, para me abrires caminhos, onde p...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Comecei a desaparecer suavemente, com a mesma anónima entrada que fiz no mundo Vi com estes olhos a ruína do mundo, o mover de lodos e areia...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio