Uma pessoa acorda livre e fica a olhar para dentro do tempo, como se a liberdade fosse um estado novo e diferente
A estranheza acentuada do leque aberto no ângulo maior do tempo
Tanto lugar verde, bancos e rosas, recantos de espuma e de areias quentes
Uma esteira aberta à nossa frente, todo um universo de opções e o corpo que nos percorre a mente pedindo apenas e só
Permanência
Fizeram-nos seres úteis e cativos do horário. Domesticados do sistema, presos ao fim do mês, sem ar, sem reconhecimento, sem energia para habitar livremente o que nos sobra desse raríssimo tempo
Permanência seja onde for. Parar para olhar só um bocadinho para dentro
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