Madrugadas ledas sibilinas
Sem sono somos forma e corpo
Sedução e desatino
Serve-me a tua dor e o teu prazer
num prato sem amargura ao redor
Prende o tempo nos teus dedos
e apaga a tristeza no meu corpo
Enquanto for dia eu não me movo
Solta sobre mim os cães
Que despedacem as palavras que não digo
E as que não ouço, sopra-mas tu ao ouvido
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