30.11.19

Permeabilidade

Quando a poesia se escoa como água pela areia, o que resta se não um molho de palavras como espuma que flutua?

É preciso aclarar a garganta e beber de novo a aguardente em que ardeu a paixão

E eu que sou um poço seco
de cintura e viço permeável às tuas mãos

Preciso de ti
da luz que rasga a pedra inicial da criação

Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

A emoção

A emoção abriu a porta, entrou e ficou brevemente atenta.  Uma sala sóbria e nela apenas uma cadeira e um homem. Compunham momentos idos num...

Mensagens populares neste blogue