Rascunho-me, quando todas as palavras já partiram. Seria melhor pintar para ti ou desenhar-te um coração.
E, enquanto penso, sei que o tempo nos traiu e que nós nos traímos
na errónea idade que se eterniza,
porque vivíamos numa pele
jovem e festiva
Não sabíamos que a terra se rasga em sulcos e escura emoção.
Mas o corpo nunca nos trai. O que eu sou
é apenas isto, uma sintaxe cada vez menos fecunda, uma companhia que converge para a solidão, ums solidão que busca companhia
Mas não olhes para o meu rosto, não penses que tenho um corpo. Ama em mim o que puderes, enquanto alguma luz for restando
Porque nunca somos o tempo que temos.
Dentro de nós, somos eternos e belos no secreto semblante
Num sonho tamanho, a estrada é empolgante
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