Um lapso da chuva e do vento
trouxe este momento de calmaria
Ando pela casa a percorrer a tua sombra
com este solfejo de vinho
Se me deres dois copos do teu tempo esqueceremos a essência morta de dezembro, as folhas que não pisámos e escrevemos
Falamos em segredo, até que volte
a fantasia das luzes e dos sonhos
Até que o riso nos faça crianças coradas com um inesperado beijo
Até que as labaredas nos façam brilhar por dentro
Até que de repente seja junho
e a madrugada tenha melros azuis
e pardais vermelhos
Mas fica. A tua sombra é tudo que tenho.
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