Levo sempre algo teu para o meu sono.
Um lenço bordado, um fio de voz, a teia triste ao canto esquerdo do olho, levo intensas formas de ti e o riso do teu rosto.
Ao deitar deponho apenas o meu corpo onde já estás. Dormes comigo, na mais bela cama do sol posto.
Levo sempre o amor para o meu sono e o sonho acontece com beijos levianamente moços.
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