Reflete-se no vidro a respiração do silêncio -
é normal que a humidade da noite desenhe espetros nas sombras
como almas quebradas
Um inverno nebuloso desce à serra
E convida o passado a repetir-se
Entre as velhas casas e as pedras gigantes
As vidas suspensas começam a ouvir-se
É um vento que estremece as janelas,
Geme nos gonzos dos portões
Suspira nas árvores ao longe
E eu recebo os gritos pela noite
A minha casa é uma gruta demorada
Onde o passado naufragou de madrugada
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