Se eu soubesse o que sei hoje, quando fazia a pé o percurso do elétrico, sempre a cantarolar de Algés até ao Dafundo
Se eu soubesse que aquela vontade de ser livre me havia de levar a esta prisão
Se eu soubesse que aquela alegria de ter uma vida inteira à minha frente não chegava sequer à barra sul
Se eu soubesse que ia perder a doçura da tua voz no meu ouvido
Se eu soubesse que eras tu, ah, se eu tivesse sabido, não saberia agora o que sei hoje,
que não somos nós que conduzimos os nossos passos,
que não chegamos a perceber se somos nós que decidimos o que decidimos,
que nunca nos damos conta do erro, da viragem, do engano
e acima de tudo, se eu soubesse o que sei hoje, teria apanhado o elétrico quando te vi
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