O sol, o solo, o sal, a sede
o meu corpo cede tão cedo
a este sono de inverno
tudo suspenso de nada ser
Sei que sim, que me dás a mão
e me serenas e serves a cena
do amor com que me acenas
E eu na casa espalho rosas
Junto as aparas da velha lenha
e crepito a antiga chama do teu peito
Tudo resplandece, o soalho, a selha
o sonho e nessas altas chamas
ardem os carvões negros dos teus olhos
E eu ainda não tenho a chave para eles,
talvez me queimem, talvez me aqueçam,
mas preciso desse escuro desejo
do abismo que nos chama
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