16.2.20

Canção nº tal

Tenho uma canção que nunca ousei cantar  -  como um cravo na garganta, a voz não sai

Diz sempre o mesmo brusco pensamento
das rosas quando alguém as colhe cedo

Esta canção é canela, é mel e mar ao mesmo tempo

Não sei que diz, porque não a sei cantar
sem a tua mão na minha, imune ao teu olhar

Um dia esta canção será um chá
com ervas tontas de luar
será riso e tentação, doce pomar
será uma infusão de amor e mais amar

Refrão

Ah, a rima, a rima do amor,
sempre com flor e dor, a pôr,
sempre a pôr, água no coração

Sempre a supor e pressupor que nos vai nascer no peito
talvez antes da morte,
a árvore da paixão

Refrão
Refrão

Último acorde

A flor em jeito de gesto no cabelo
E tu sem voz também no mesmo apelo



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