Tenho uma canção que nunca ousei cantar - como um cravo na garganta, a voz não sai
Diz sempre o mesmo brusco pensamento
das rosas quando alguém as colhe cedo
Esta canção é canela, é mel e mar ao mesmo tempo
Não sei que diz, porque não a sei cantar
sem a tua mão na minha, imune ao teu olhar
Um dia esta canção será um chá
com ervas tontas de luar
será riso e tentação, doce pomar
será uma infusão de amor e mais amar
Refrão
Ah, a rima, a rima do amor,
sempre com flor e dor, a pôr,
sempre a pôr, água no coração
Sempre a supor e pressupor que nos vai nascer no peito
talvez antes da morte,
a árvore da paixão
Refrão
Refrão
Último acorde
A flor em jeito de gesto no cabelo
E tu sem voz também no mesmo apelo
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