Não sei que pesos levantam as manhãs de nevoeiro que tanta força implicam no segredo
Nem os pombos rasgam o matiz baço, nem as rosas exclamam sua cor
Por mais que olhe, nenhum café serve de óculos para ver ao longe e ao perto a indecisão da manhã
E no entanto, nós sabemos onde estão os nós dos outros,
lamentamos sermos nós também os nós de alguém e, entretanto, a manhã fecha na garganta o nó da impossibilidade do amor
Digo o amor absoluto e real, não digo o amor bruma, o amor poema, o amor pombo e a poesia estrábica sobre o corpo
Digo essa transcendência das manhãs, quando acordamos sós com uma cama inteira e absoluta onde podia estar mais do que fios de bruma e o frio a prumo
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