16.2.20

Os nós

Não sei que pesos levantam as manhãs de nevoeiro que tanta força implicam no segredo

Nem os pombos rasgam o matiz baço, nem as rosas exclamam sua cor

Por mais que olhe, nenhum café serve de óculos para ver ao longe e ao perto a indecisão da manhã

E no entanto, nós sabemos onde estão os nós dos outros,
lamentamos sermos nós também os nós de alguém e, entretanto, a manhã fecha na garganta o nó da impossibilidade do amor

Digo o amor absoluto e real, não digo o amor bruma, o amor poema, o amor pombo e a poesia estrábica sobre o corpo

Digo essa transcendência das manhãs, quando acordamos sós com uma cama inteira e absoluta onde podia estar mais do que fios de bruma e o frio a prumo


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