9.2.20

Meu doce amor

Não me conheces, nunca me tiveste, nunca me quiseste, nem bailaste com o meu nome. Nunca te escrevi cartas de amor, nunca te segui com ternura, nem estendi a minha mão para mais te amar.

Não existes, nem eu existi, porque nunca fomos contíguos no mesmo riso nem na mesma dor.

Não quero este longo inverno ligado ao rasto do teu nome.

Mesmo assim, ainda não desaprendi o hábito de te chamar "meu doce amor".

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