Quando arrumo os cabelos ou a estante dos livros fico sem mais palavras para pentear, sem mais arrumações para fazer, perante uma ordem finita. É como quando te abro o meu peito e te deixo contemplar as veias vivas de sangue. Depois não posso dizer mais pois tudo disse, mostrando, pois que
me arrumei dentro de ti, de cabelos presos ao medo de não caber. Não, na verdade não posso repetir o que já disse.
Mas era tão bom se coubesse.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
A emoção
A emoção abriu a porta, entrou e ficou brevemente atenta. Uma sala sóbria e nela apenas uma cadeira e um homem. Compunham momentos idos num...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Comecei a desaparecer suavemente, com a mesma anónima entrada que fiz no mundo Vi com estes olhos a ruína do mundo, o mover de lodos e areia...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio