estendeu um lençol de luz e luar
deitou-se nele, seda na pele,
flora nupcial
é preciso ganhar a noite
ser sublime e serpente, ser rio e caudal
mas ela,
corpo desnudado,
na saturação de sal, silêncio e sol
sabe que a noite não faz reféns
tem um segredo guardado para quem se souber dar
com um leve sopro, apagou as estrelas
ficaram só dois, no céu nublado
ela e o amado, o amado e ela
dois lumes cruzados dentro de uma tela
com um suspiro apagou a noite
ficou só ela, por dentro do quadro
com o amor preso na garganta
o sono caiu como doce manta
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
A emoção
A emoção abriu a porta, entrou e ficou brevemente atenta. Uma sala sóbria e nela apenas uma cadeira e um homem. Compunham momentos idos num...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Comecei a desaparecer suavemente, com a mesma anónima entrada que fiz no mundo Vi com estes olhos a ruína do mundo, o mover de lodos e areia...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio