3.6.20

Com um só olho

Imensamente, puramemte, claramente poderosamente, mas realmente imponderavelmente o amor amorosamente meigo invade a noite.

Com um só dos meus olhos vou invisivelmente escavando veias e vasos,
artérias e veias para vislumbrar o gene do amor, enraizadamente preso à medula da voz

Vejo com um só dos meus olhos a fusão a frio do amor, derretidamente sólido na nossa pele.

Não preciso sequer dos olhos para te ver irremediavelmente aqui, perdidamente em mim, emocionadamente meu na descoberta íntima da pertença.

Não determinante mas livremente caminho na noite pata ti. Perdida e perdidamente louca, como qualquer Luísa ou Bovary.

E tu nem sequer perceberás como é possível, com um só olho, ver tão claramente o que vi.




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