Também eu. Eu também modero o lume,
aplano o vento. Eu também me coso nas linhas por escrever. Guardo o incêndio em corta fogo, arde de fora para dentro até às cinzas, nasce de novo.
Mas se soltar o lume, pode arder tudo, da mata ao breijo, do vale à montanha e, depois, meu amor, onde te vejo e celebro?
Eu também sou tudo aquilo que também outros foram, enquanto foram. Um corpo desmembrado com pressa de ficar inteiro e eterno, sempre ao teu lado.
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