Meu amor pequenino, menino dos meus olhos e das minhas rendas e rendinhas, meu amor, meu lume vespertino,
Tenho as minhas gavetas a transbordar de amor, expresso em momentos de vida e de vivências várias que te partilhei. Momentos interiores, perceptíveis por mais ninguém.
Meu amor, as minhas cartas são voláteis e vão para ti. Algumas são como um campo fresco de alecrim.
Outras são searas pacíficas picadas pelos pardais.
São suaves, sanguinárias, sensuais ou cheias de linhas tolas, como velhas alimárias.
Mas crescemos com elas, envelhecemos nelas, revestimos a pele com a sua tinta e hoje, somos um livro de amor, uma velha telefonia que emite ondas do passado.
Vivo do que ouço no teu rosto e vejo na tua voz. Podes encher as gavetas, mais e mais de verbos de amor.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Ao diabo a guerra
Fragatas, freios, ferragem, ferrugem, mundo este que já farta e nos afunda Fragatas por traineiras e, para a fome do povo, de que servem as ...
Mensagens populares neste blogue
-
A noite é linho e luz até chegar a madrugada. Apenas estás lá. Não sabes nada. No leito flutuam flores de seda álgidas. Por onde anda a tua ...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Nos teus olhos o brilho que nunca vi nos meus. Imagino que foi tudo um sonho longo que só sonhei eu E lanço-te ao rio numa folha forte na j...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio