Atingir a idade do ramo forte onde se penduram os pássaros e às vezes as crianças sem deixar que me debiquem os olhos, é a força da minha valente carnadura, a dureza da terra e do sol no meu sangue, uma seiva lenta a laminar os dias, é a minha forte gravidade. Não quebro o galho porque sou tronco e são muitos os ramos que me atalham a pele.
Uma árvore não quebra totalmente na tempestade. Pode rachar como melancia mas tem átomos e células linfáticas: restauram e vedam o golpe que levou a árvore.
Os meus olhos são de resina, fechados e tranquilos. Meço a inclinação do vento e o peso da geada, abano todos os dias mas não cairei triste e abandonada. O fim do amor é apenas o fim de uma estação que não deu nada.
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