21.9.20

Linhas siderais

Ao serão, a última serenata, as palavras vadias que me vagueiam na mão à medida que as semeio no memorial da nossa casa

Serenamente tanjo momentos e acordes feitos de palavras, folhas de água, agulhas de pinheiro, penhas e fragas, verão novo e novelo de mágoas

Renovo os teus olhos aqui presentes, a saída profunda do teu ser, e suave, serenamente os beijo, com a alegria a bater no meu peito

Cesso a minha voz e fica a tua, a narrar os caminhos que levam à emoção deste que foi um cruzamento de linhas siderais 

Breve mas perfeito

D.b.m.a


Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Novas venham

Novas venham virar os ventos, com envergadura e verve, com suavidade ou febre, que venham Bóreas e seus irmãos, Zéfiro e Noto, Suão ou Este,...

Mensagens populares neste blogue