22.9.20

Sorrisos débeis e falsos

O nobre Cavalheiro saberá
Que meus sorrisos sob o véu
Têm todos o mesmo tom
São só sorrisos do céu
Esse céu da janela escancarada
Onde agora sorrio mascarada

Onde pousa a razão das vossas queixas
Que tão fundo me souberam tocar?
Já de madrugada eu sorria e bufava
Com vossa crítica infundada!

Como pode uma donzela enamorada
Mandar beijos à urbe incendiada?

Meu senhor, desiludida fiquei 
Com a insatisfação de seus desejos
Por não apreciar a franqueza
Mas sim a fraqueza de meus beijos

Hoje, meu trovador, chegai-vos mais
A meus paços, vinde perto, caminhai
E ouvireis os meus ais, que muitos 
fundos, direi, contidamente e com beijos, recheados de desejos

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