Esconde, amor meu, esconde o teu corpo. Decepa os troncos das árvores mais antigas. Queima todos, queima ramos, queima toros, queima folhas de louro, mas defuma o teu corpo. Não deixes entrar a corrupção na alma nem na tua pele. Os tempos impuros desta peste perniciosa irão passar. Pensa, meu amor. Somos todos emigrantes da vida de antes.
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