1.11.20

novembro

escuta, era novembro e tu vinhas pela orla da sombra ao alcance dos muros beber os restos de um sol que poupáramos juntos

pensa, novembro pode ser ainda o mês que trilhamos à beira do abismo, com âncoras fundeadas na vida, para não cairmos

fala-me, eu estou na sétima onda da vida e a última é a mais funda e fecunda

talvez os corpos juntos como bagos do mesmo cacho crestem o melhor vinho, o melhor e mais junto abraço

ficamos, no meio do nada, com os olhos postos no primeiro passo, no primeiro segundo, meu amor, não tenho mais do que novembro para te dar tudo


Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Ponto celeste

Eu sei que permaneces em lugares onde o hemisfério oposto expõe a sua belíssima flora constelar Nunca vi os céus desse hemisfério, onde tu v...

Mensagens populares neste blogue