Se te olho mais uma vez, tu que és a minha voz e tão bem a representas, tu que escreves fundo o poço das minhas veleidades e tormentos, temo ficar nesse palco, sem fala própria, a buscar um outro papel que não aquele que o destino me deu. Perder-te não é olhar-te uma última vez, é eu olhar-te mesmo quando não me vês. Ou olhar nos olhos a farpa da rejeição.
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