Flor celeste, insinuante, do teu peito saem sons a oriente, zigurates deixaste mudos no silêncio. Vieste a mim como um sonho e sonho foi mais que semente, a terra ardeu sob o teu sol e a névoa chegou como chega e traz a morte, mas vida enchou meu feliz fado só de ver-te.
15.2.21
Flor celeste iridiscente
Flor celeste iridiscente, favo fulvo de mel, fava e semente, nos verdes tetos do tempo, onde cresce, alegre, a erva nova, um moçárabe vindo devagar, de altos ombros vibrantes, vem ele assim rasgando a nuvem, vem ele assim rasando a erva e, por onde passa, seus passos geram serpentes, seus membros abalam os montes.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Dia dos (Des)namorados
Não sei que diga nestes dias especiais. Não há dias felizes com marcação prévia como no cabeleireiro. Que sejam felizes os apaixonados. Os q...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Comecei a desaparecer suavemente, com a mesma anónima entrada que fiz no mundo Vi com estes olhos a ruína do mundo, o mover de lodos e areia...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio