Deves encher o vazio, como se enche um copo. De cima, a fazer rodar o líquido lá dentro. Agita a matéria, forma protões de ternura, eletrões de puro entendimento, espalha neutrões contra a tristeza e, nessa eólica marcha, pode até nascer o vento. Se o telefone tocar, atende. Não sou eu, mas pode ser gente e o vazio, assim, enche.
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