23.9.21

Prisão

Para que a noite nos seja lenta, sangra o tempo devagar, colhe o suor das rosas para o vinho que queres beber. Se vieres falar comigo, levanta a ponta do sorriso para o canto mais próximo do beijo. Saberás soletrar devagar um nome de mulher e mergulhar sofregamente no seu corpo. Serei eu a musa miseravelmente presa no teu peito, sem lugar dentro. Mendigo a todos o teu olhar feiticeiro. Mas não vens onde te espera o meu desejo. Será sempre tarde para vires onde também és prisioneiro.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Fúria dos deuses

Não digas nada. Escuta como é feroz este som da tempestade. Não perturbes o vendaval com o teu medo. Deixa-o largar a sua fúria até morrer. ...

Mensagens populares neste blogue