Para que a noite nos seja lenta, sangra o tempo devagar, colhe o suor das rosas para o vinho que queres beber. Se vieres falar comigo, levanta a ponta do sorriso para o canto mais próximo do beijo. Saberás soletrar devagar um nome de mulher e mergulhar sofregamente no seu corpo. Serei eu a musa miseravelmente presa no teu peito, sem lugar dentro. Mendigo a todos o teu olhar feiticeiro. Mas não vens onde te espera o meu desejo. Será sempre tarde para vires onde também és prisioneiro.
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