Esta noite foste dono e senhor da realidade dos meus sonhos. Vieste e eras tu, inequívoco e acessível, despido de dúvidas. Foi todo um jogo de secretos gestos e dádivas promessas. Só os olhos, primeiramente, de revés e depois ancorados na íris mais perfeita. Eras tu e o sonho era real. Eu sei. Foi tudo nítido e claro, a ponto de me "soulager" profundamente a alma. Uma vinda final, talvez a última, talvez a única, mas eras tu e veio depois a fala, a cúmplice arte de insinuar dizendo o que não se diz. Mas foi dito. Marcámos um encontro a sós. Quando ia para lá, munida dos mais leves pés, o mundo despertou-me e não era o mesmo. Tu não eras, não foste e não serás. Mas eu sonhei que sim. Verdadeiro "soulagement" ter-te tido assim.
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