20.1.22

Campo raso

Afago a superfície das mais memoráveis lembranças (falo da noite íntima e do silêncio da fala) e toda a cal que surge é a cal tisnada da tua pele e a tua pele é como um íman que me une a uma forma indefinida de ti.

Então, sei que fiz uma épica caminhada para os teus braços, esses mesmos que me escavaram sebes e socalcos. E eu subi, com breves paragens e um fôlego feliz.

Agora desço, como quem descobriu o ponto mais alto do mundo e não lhe resta senão descer, porque não há mais elevação em redor. Não sei como se caminha em campo raso, a nova hora, mas hei de aprender a acertar o relógio com o sonho.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Novas venham

Novas venham virar os ventos, com envergadura e verve, com suavidade ou febre, que venham Bóreas e seus irmãos, Zéfiro e Noto, Suão ou Este,...

Mensagens populares neste blogue