12.12.22

O amor adoece

Já ouvi muita gente falar de amor, como o fazem os grandes e eternos enamorados. Mas depois não amam. 

O amor forte tem de ser banal, inexplicável, inexorável e totalmente inapropriado.

Para ser amor, tem de assomar aos olhos e ruborizar faces.

Nenhuma mão ficará muito tempo quieta, se há amor.

O amor escava inquietação e intoxica o ser de tão banal, quanto ébrio. Só pode sentir o amor quem o sente.

Se consegues desatinar com a sua dor de dentes e até esqueces a tua, estás infetado com amor. 

A doença não evolui para melhor, pois quanto mais remédios tomares, mais adoeces, mas é uma doença feliz, com mimos e ternura redobrada, carinhos várias vezes ao dia e várias tomas de um elixir secreto que só se fabrica com paixão e apetece aplicar em todo o corpo, demoradamente.

Ah, não duvides, se é amor que sentes, todo o teu corpo o diz, mesmo se a boca o desmente.

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