30.3.23

Ensejo

Cereja, sereia seja, o que nos queima é fresco, é a consubstanciação do beijo

Seria sério ensejo, que fosses subita e serenamente meu, como do mar é o ribeiro, como da terra a raíz, como do corpo o desejo

Diz, onde afundas os medos, onde crescem as cerejas que dispersas e me chegas aos lábios secos

Pensa, o que queima em nós é líquida chama de seda leve, lava que lavra no silêncio que se escreve

Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

À beira do rio

Não mudámos o curso de nenhum rio, nem secar o vimos secar. No entanto estivemos sempre de mãos dadas desatadamente cegas à beira desse mesm...

Mensagens populares neste blogue