8.3.25

Ábregos

Os ventos viajam por dentro de nós, são o ruído do universo nas pálidas vidraças que somos

Longe, as vagas altas fortalezas caem vorazes nos penedos com assassinos ímpetos

Resta-nos a harmonia, no reverso do tempo. Ouvimos a chuva e sabemos cadenciar os ossos, resumir o medo

Lentamente, os ábregos  cedem e são só rios de silêncio o que ouvimos

As tempestades servem-nos a paz numa rajada de silêncio

Sempre foi assim no coração dos homens, essa sabedoria, esse abrigo, uma volta  completa no rumo dos sonhos, um lugar onde já não somos o que fomos

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