aprender a caminhar na linha entre o céu e o inferno
rasar a beira do lume sem arder por fora
até ao distante cume da escuridão
pisar o gelo e o granizo em pés silentes
procurar afinar a desarmonia pelo brilho possível
que nos rasga o céu entre dois sorrisos
arregimentar todos os cristais do céu
na refracção do sol sobre o olhar
seremos transeuntes de um tempo diminuto
com a escuridão a esmagar os pés
mas sabemos onde se encontra o sol
e bebemo-lo em silêncio, uma e outra vez
a sós
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Fúria dos deuses
Não digas nada. Escuta como é feroz este som da tempestade. Não perturbes o vendaval com o teu medo. Deixa-o largar a sua fúria até morrer. ...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Comecei a desaparecer suavemente, com a mesma anónima entrada que fiz no mundo Vi com estes olhos a ruína do mundo, o mover de lodos e areia...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio