1.2.11

Ah, parar o tempo, mesmo à beira de mudar,
esculpir as tardes, mesmo antes do entardecer
polir todas as pedras e as rosas todas do caminho
reencontrar o rosmaninho e o rebento das acácias
fazer canções alegres e versos fáceis
tal a litania que empalidece as veias
à medida que me verto na paisagem, sem tempo,
e os meus olhos se fecham sobre o mundo
sem ideias, nem obrigações, nem incumprimentos.

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